A COR DA ALMA
Autora: Cleide Canton Garcia


Reverencio a tez de breu
que envolve teu corpo
dengoso
jeitoso
gostoso...

Curvo-me diante da tua singular beleza,
que se mistura 
e se perde na natureza!
Meigo o teu olhar,
ritmada a tua cadência,
sensual tua indolência...



Que diferença faz a tua cor?
Nada acrescenta a tua essência,
muito se rouba da tua irreverência!
Tudo a comparar nas mesmas medidas
dos teus sonhos, 
das tuas feridas...

O que importa a tua cor?
Diminui o tamanho do teu valor?
Que cor teria
a beleza interior?



Uma flor não deixa de ser bela
por ser vermelha, branca ou amarela.
É bela simplesmente porque é flor.
Tua beleza reside dentro de ti
e alma não tem cor!


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Página editada em 06/03/2004.
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