AMOR DE PERDIÇÃO 
Sonia Santos


Você jamais pede licença 
Sempre surge quando quer
Adentra em minha vida e arrasta tudo
Como fica impossível rejeitar-te

Jamais surge quando almejo
Chega em noite de chuva
Ou em uma noite de luar
Também chega em dias de nostalgia
Por mais que eu relute
Entra e me transforma



Entra sempre pela fenda de meu desejo
E quando chega, vivo a insensatez
Aventuro mandar-te embora
E quando vais e os dias passam
Luto para não enlouquecer


Nesse período saio a buscar-te
Caminho horas a fio
Vou lhe buscando a esmo e solitário
Experimento a ansiedade e a loucura
Meu corpo se torna adoentado
Preciso de você assim como de ar



As horas passam e não te encontro
Meu corpo não lhe alcança
Sinto que minha busca segue inútil
Sinto minha essência desfalecer

Preciso de ajuda, preciso de você
Andar a tua procura é uma agonia
Minha vida tornou-se uma queixa
Tento e preciso esquece-la



Meu anseio por você é uma obsessão
Um desejo desse íntimo angustiado
Depois que chegaste em minha vida
Tornei-me teu aprisionado
Você não é meu amor
Você é minha absoluta perdição.


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Simplesmente Poeta


 

 

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Página editada em 31/01/2004.
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