CLONE DE MIM
Fátima Irene Pinto

Quando meus olhos encontram os teus,
Fico surpresa, por não ter surpresa.
Tu sempre estiveste sentado à minha mesa,
Comendo e bebendo dos males tão meus.

 
Somos farinha alva, do mesmo saco,
Somos alquímicos, o ouro e o aço
Somos o insólito e o gélido abraço,
Plenos,vazios, o todo e o caco.

 
Anjos perdidos em terra estrangeira,
Vivendo entre os vivos, à nossa maneira,
Quem há de entender a nossa bandeira?

 
Tu e eu ouvimos o mesmo tambor,
Moscas azuis, pousadas na mesma flor,
 Almas idênticas, dois clones de amor!

 
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Página reeditada em 31/05/2004
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