Debruça a lua no chão
Cleide Canton Garcia


Não faças longa esta espera!
As tardes primaveris,
febris,
se cobrem do perfume de jasmins...
Na relva mansa
meu querer te alcança.
Quero amar-te a céu aberto
com todas as estrelas por perto.
Quero as flores como leito
e, de travesseiro, teu peito
ao som do ribeirinho
num suave murmurinho.



Banho de amor,
doce amor!
Como deixar de tê-lo
e corresponder ao teu apelo?
Como não deixar flutuar
meu corpo no teu, a navegar,
no enlevo pleno
deste amor sereno?



Como te negar
toda a ternura que tenho prá dar
do amor mais belo que existe
que, como eu, ainda não sentiste.
Como não ser o refrão
se és a lua que debruça no meu chão?!



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Página editada em 29/11/2003.
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