ELEITA
Fátima Irene Pinto
Hei de encontrar-te lá noutras esferas,
Um grande amor não vai morrer assim,
Hás de saber o quanto eu fui sincera
E transparente do começo ao fim.

Foste covarde e omisso vezes tantas,
Que relevei por ver-te sem saída.
Não suportaste meu amor de santa,
Nem minha insígnia de mulher bandida.

Hei de encontrar-te lá no firmamento,
Mesmo que seja por um só momento,
Pois do contrário eu não prosseguirei.

Almas despidas máscaras desfeitas,
Tu me dirás que eu sempre fui tua eleita,
E crendo nisto ... eu te libertarei.
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