Faça alguém feliz neste Natal 
Roberto Shinyashiki 


Neste Natal, procure isentar seus relacionamentos
de preconceitos ou pré-juízos.
Procure aceitar os outros como eles são.

É comum opor-se emoção e razão, 
mas poucas pessoas percebem que a maioria
 das emoções nasce justamente de pensamentos.
 São simples reações que ocorrem a partir da idéia
 que se faz da atitude do outro, seja no trabalho,
 em casa ou numa roda de amigos.
 Atribuem-se ao outro certas intenções
 e reagem-se a elas.
São diferentes dos sentimentos, que nascem
 da convivência do estar com o outro,
 e não da idéia que fazemos dele. 
Quando sentimos raiva, por exemplo,
 não é que estejamos insatisfeitos como o que
 aconteceu a nós, mas sim com que imaginamos
 tenha sido a intenção de alguém:
“Estou com raiva porque acho
 que você não me respeitou”.
“Estou com raiva porque isso que você fez
 não é típico de quem ama”. 
Será que a intenção do outro era mesmo respeitar?
Será que, por que fez isso, ela não o ama?
Conflitos de relacionamento são quase sempre
 o resultado de interpretações errôneas,
 tentativas de adivinhar intenções e muito pouco
 o resultado do sentimento verdadeiro
 de estar com o outro. Lidar com os sentimentos,
 os próprios e os dos outros, é uma arte. 
Precisa ser cultivada e treinada
 com qualquer outra arte.
Portanto, neste Natal, procure isentar
 seus relacionamentos de preconceitos ou pré-juízos.
 Procure aceitar os outros como eles são.
 Para os 12 próximos meses, faça um trato
 com você mesmo: vá de mente e coração limpos
 ao encontro das pessoas do seu convívio.
 Deseje estar com elas e esteja integralmente.
 Ao contrário de tentar desvendar o propósito
 do outro com você, estabeleça consigo mesmo
 o seu propósito de estar aberto para a outra pessoa.
 Faça isso agora, na festa de Natal, de Ano-Novo,
 e ao longo de todos os outros dia de 2010. 
E se lhe parece difícil viver em harmonia
  com as pessoas a sua volta, acredite que sim.
  Pois, quando lhe disserem que algo em que você
  acredita é impossível, tenha paciência.
  Talvez ele não saiba de verdade que a vida é o eterno
  ato de transformar o impossível em realidade. 
Afinal, como explicar que dois seres humanos
  tão imperfeitos criem um amor tão infinito?
Viver é acreditar e realizar o impossível. 
Antes de Santos Dumont, ninguém achava possível
  fazer voar um aparelho mais pesado que o ar.
  Até que ele acreditou e, com determinação,
  criou o avião. Com exceção de mudar o outro, 
tudo é possível. Desde que alguém acredite,
  abandone seus preconceitos e se proponha
 a concretizá-lo. Limpe o jardim de flores
  do seu coração. 
Deixe-o tão belo que as borboletas o procurem. 
Viva um Natal de fraternidade.
 Paz para você e sua família.

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