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NOS
MEANDROS DA DOR
Autora:
Mônica Martins
Tece a face
Suposto impostor
Invisível fio
Novelo do tempo
Geometria perfeita
Imperfeitos perfis

Nuances difusas
Perceptível fuso
Sangra a alma
Cujo rubro lamento
Lapidado nos cárceres da dor
Toma forma de reluzente rubi

Luz intermitente
Que brota dos vales sombrios
Para ser tomada pelas vorazes garras
Do amor absoluto.

E nos recônditos do sofrimento
Já os fios entrelaçados
Arremata-se
A mais nobre e bela arte:
A do Amor incondicional,inabalável e sem
medidas!

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