Ocaso
Angélica T. Almstadter



Ocaso
Angélica T. Almstadter


De que me vale alardear esse amor
Se no ocaso dessa enorme paixão
Todo o senso perdeu a direção
Os sonhos ficaram a deriva sem sabor
Deixo os lastros na curva do tempo
Bem ao alcance dos meus olhos
Onde eu os possa contemplar
A doçura que de cada momento
Guardada em cada sorriso atento
Que exibíamos no brilho dos olhos

As muitas manchas do nosso amor
Impressas nos alvos lençóis
Se perturbam com tua ausência
Reclamam o frio do desamor
As muitas manhãs sem sóis
Sem ti...sem tua essência

Como traduzir teus silêncios
Tuas falas poucas
Tuas frases roucas
E esse meu amor de milênios
Que padece no descaso
Longe daquela magia
Que marcou o nosso caso



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Página editada em 11/10/2005
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