OLHANDO AS ÁGUAS
Jorge Humberto


Olhando as águas que passam,
Levando segredos na bruma,
Perguntei ao Tejo e à escuna,
Se esses olhos que meus olhos enlaçam,

Olhando as águas que passam,
São só desejos do meu coração,
Ou se porventura tudo isto é solidão,
Enquanto as águas se calam... e passam.



Não me diz a escuna porque assim sofro,
Nem me diz a gaivota por quem morro,
Eu sou como às ondas no entardecer,

Cavalos de espuma e de cambraia,
Buscando a certeza do fim da praia 
E assim está certo, e assim tem de ser.



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Página editada em 03/08/2003.
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