Engana-se quem pensa que há uma idade para amar
O tempo, esse algoz, rouba de nós a mocidade
Mas não os ideais de felicidade
Que jamais cessamos de buscar
Ledo engano acreditar
Que passadas as primeiras décadas da idade adulta
O coração, levado por preconceitos, tudo oculta
Fecha-se ao amor, perde a capacidade de amar
Embora o tempo leve parte do vigor
O viço dos vinte anos...
Não desaparece do corpo aquela avidez
Que o torna faminto por amor
E o leva a desejar, fazer planos
Para amar uma outra vez
Amar exige entrega, doação, vontade de viver
“O amor não tem idade, está sempre a nascer”!