Ser Feliz é correr riscos
Jean Onimus 


Feliz é aquele que saboreia quando come,
 enxerga quando olha, dorme quando deita,
 compreende quando reflete,
 aceita-se e aceita a vida como ela é.

Há quem diga que felicidade depende,
 antes de tudo, de bastar-se a si próprio;
 de não depender de ajuda, de opinião e, sobretudo,
 de não se deixar influenciar por ninguém.

Será mesmo? 
Você pode imaginar uma pessoa assim?

Lao Tzé dizia: "Grande amor, grande sofrimento;
 pequeno amor, pequeno sofrimento;
 não amor, não sofrimento".

Pode imaginar você um homem sem paixão,
 sem desejos?
 A felicidade, entendida assim,
 não seria apenas um engôdo,
 algo contra a natureza humana?

Evidentemente!
 Sem amor, sem paixão, 
que sentido teria a existência?

A felicidade é proporcional ao risco que se corre.
 Quem se protege contra o sofrimento, 
protege-se contra a felicidade.

Quem se torna invulnerável,
 torna sem sentido a existência.

O homem feliz aceita ser vulnerável. 
O homem feliz aceita depender dos outros,
 mesmo pondo em risco sua própria felicidade. 

É a condição do amor
 e de todas as relações humanas,
 sem o que a vida não teria sentido.

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Web designer Ana Amélia Donádio
Página editada em 16/04/2007
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