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Menino da Porteira
Sergio Reis & Chitãozinho e Xoroxó
Toda vei que eu viajava pela estrada de Ouro Fino
de longe eu avistava a figura de um menino
que corria abri a porteira depoi vinha me pedino:
- Toque o berrante seu moço que é pra mim ficá ouvino.
Quando a boiada passava que a porteira ia fechano
eu jogava uma moeda, ele saía pulano:
- Obrigado, boiadeiro, que Deus vai lhe acompanhano.
- Pra aquele sertão afora meu berrante ia tocano.
No caminho desta vida muito espinho encontrei,
mas nenhum calou mais fundo do que isto que eu passei.
Na minha viage de vorta, quarqué coisa eu cismei,
vendo a porteira fechada o menino não avistei.
Apiei do meu cavalo num ranchinho beira-chão,
vi uma muié chorando, quis sabê qual é a razão:
Boiadeiro veio tarde, veja a cruz do estradão,
quem matou o meu fiinho foi um boi sem coração.
Lá pra banda de Ouro Fino, levando um gado servage,
quando eu passo na portera até vejo a sua image.
O seu rangido tão triste mai parece uma mensage
daquele rosto trigueiro desejando-me boa viage.
A cruizinha do estradão do pensamento não sai,
eu já fiz o juramento que não esqueço jamai:
- Nem que o meu gado estóre, que eu preciso ir atrai,
nesse pedaço de chão berrante não toco mai.
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Home/ Web designer Ana Amélia Donádio
Página editada em 19/05/2007
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Gráfico By Ana Amélia
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