Eu sou a água dos rios das beiras da terra
Capaz de colher a propia semente
eu sou a nascente o cerrado e a serra
eu sou o grito de dor da madeira feliz
A relva a celva a leita da vida
peão boiadeiro que o laço não erra
Eu sou o doce das frutas a erva que amarga
o quarto de milha e o mangalarga
as águas de volta são os planos meus
que envenena meus mares me queima e desmata
que frango sem pena aos poucos me mata
não vê que eu sou o espelho de deus
Eu sou a natureza, indefeza não me trata asim
Eu sou a aguia e o mangerim
somos irmãos na terra pedra pinchi
ainda para que essa vida viva cuida bem de mim
Eu sou o sol as manhã sobre inhas campinas
brilho das neves e da coluna
O passaro viva da sombra da vida dessa
Eu sou o bicho do mato a corpaneira
eu sou a salvana a serpente as palmeiras
o cheiro de verde que vem das florestas
sou o cavaleiro do mundo eu sou a boiada
eu sou o estradeiro o pó da estrada
Sou o sobrenome de Deus
quem me depara me fere me caça
me estique me arranque as raizes
não deixe que eu vive
conforme me veja o espelho de Deus
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Romantic
Home/ Web designer Ana Amélia Donádio
Página editada em 24/05/2010
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